terça-feira, 10 de novembro de 2009

O cigarro e o lúpus

Uma pesquisa do Instituto Universitário de Saúde McGill, publicada no Journal of Rheumatology afirmou que o fumo está relacionado aos danos da pele em pessoas que sofrem de lúpus.
A síndrome do lúpus atinge uma em cada 2 mil pessoas. E 90% delas são mulheres, a maioria jovens. A doença causa inflamações e danos em qualquer órgão do corpo, mas a mais visível é a pele. "Nosso estudo verificou que o risco de danos à pele, como perda permanente de cabelos, é significativamente maior em fumantes", afirmou Christian A Pineau, co-diretor da clínica de lúpus do instituto. Como não há cura para o problema, os sintomas podem ser tratados com remédios. E até aí o cigarro interfere: o tratamento pode deixar de ser efetivo na cura das doenças de pele.
"Já era importante que os pacientes de lúpus parassem de fumar, mas depois dessa descoberta, torna-se imprescindível convencê-los que, se largarem o cigarro, poderemos oferecer maior controle da doença e melhores resultados", disse o médico. O estudo diz que até em pessoas saudáveis, fumar pode ter resultados negativos, imediatos ou a longo prazo, nas veias sanguíneas, na pele e folículos dos cabelos.

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