quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A arte de morar sozinho

O homem nasce, cresce, casa e....se separa. Alguns, os que têm a síndrome de Peter Pan, voltam para as casas dos pais. Outros, como eu, o Rigon e o Jeferson vão morar sozinhos e é aí que a porca torce o rabo. Eu moro sozinho há quase uma década e a “priori” não vejo a menor possibilidade de mudar essa situação. Sou meio masoquista nessa questão, sofro, mas gosto. Não sei cozinhar nada, mas frito um ovo como ninguém. Não sei passar roupas, mas não é legal ditar moda? Sair todo amarrotado?
Ninguém pega no meu pé por deixar toalhas molhadas na cama, cuecas penduradas no banheiro, ou sapatos e meias jogadas pelo chão. Deito e rolo (literalmente), em minha enorme cama de casal e ainda me dou ao luxo de roncar, sem a preocupação de ser cutucado. É óbvio, que tem as desvantagens, como por exemplo, ter que ir dirigindo sozinho para o hospital no meio de uma crise de cólica renal ou querer jogar conversa fora até tarde da noite e não ter com quem. Mas no saldo geral, ainda prefiro morar sozinho.
Se bem que ando meio rebelde, pensando seriamente em fugir de casa.

Antonio Santiago

3 comentários:

Anônimo,  11 de novembro de 2010 às 17:58  

Se está bom vai fugir por que, Santiago? Ou de quem? Sozinhos deixamos a tona todos os nossos defeitos a ponto de não nos suportarmos? Seria isso?
Mas, sinceramente, é melhor um sozinho relapso em casa do que um sozinho neurótico por limpeza...esse ninguém suporta caso resolva fugir de casa...

Marta - ES

Marcia,  11 de novembro de 2010 às 18:11  

Voce é um cara de sorte, Santiago ,de muita sorte.

Jô,  11 de novembro de 2010 às 18:46  

Sei não! essa casa deve ter uma rotatividade.

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