Hobin Hood maduro
"Que beleza o Robin Hood maduro de Ridley Scott, contando a história antes dele virar lenda na floresta de Sherwood, e fazendo do amor entre ele e Lady Marian, algo calmo, paulatino, definitivo, e sexy, sem uma tirada de roupa ou necessidade de um em cima do outro. Quanta diferença de todos os Hobins de minha juventude, pegadores rápidos, destemidos e imaturos. Fora isto é hilário ver o comprometimento do filme com o politicamente correto, fazendo mulher participar de batalha vestida com armadura masculina, antenando a heroína com o feminismo, que a gente pensa que ficou cuidando da casa na vila medieval e de repente surgindo sobre um belo cavalo e revelando a força da guerreira; e também mostrando que os meninos de rua, no caso os endiabrados meninos da floresta, que roubam e saqueiam o feudo, o fazem porque tem fome, mas quando solicitados, mostram que só queriam serem cuidados por adultos e revelam-se meninos cheio de emoção e amor. Corram aos cinemas, que é a maior diversão."
Esta crítica do Milton Cunha, publicada no jornal "O Dia", foi a melhor que li até agora sobre o filme "Hobin Hood", que estreiou nos cinemas esta semana. Vale a pena assistir.



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