Histórias da política
O ano era 1981, a ditadura militar estava caindo de madura, ruindo de podre. Em Londrina uma dúzia de gatos pingados tentava formar o PT (Partido dos Trabalhadores) e numa tarde de sábado uma reunião nesse sentido aconteceu em uma sala no edifício Julio Fuganti, no centro da cidade. O convidado de honra era um jovem metalúrgico barbudo do ABC paulista, já ídolo da esquerda na época. Aberta a reunião o ilustre visitante e candidato disse com a sua língua presa: “Só existem duas formas de um trabalhador chegar ao poder nesse país. Ou pela luta armada ou num acordo com a burguesia, com o capital, o que eu nunca farei”. Ele estava certo. Duas décadas depois, ele foi domado pelos capitalistas, fez a aliança e chegou ao poder.



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