Desejos
Por Marcelo Grillo*
Quando eu for poliglota, um linguista, quero criar uma língua diferente, que seja de uso exclusivo dos amantes. Uma língua que enterneça, acalme, explique, desatine e enlouqueça. Hei de misturar o charme francês, a veemência italiana, a essência analítica inglesa, a natureza aglutinativa alemã, a imortalidade hebraica, a simplicidade latina e a suavidade espanhola. Tudo isso juntarei à doçura do nosso português. Mas o que eu quero mesmo é te convidar pra ir lá em casa qualquer hora tomar um vinho e ficar noite inteira conversando comigo nessa babel amorosa. Por que essa nova língua... ah, eu vou ensiná-la somente a ti!
* Marcelo é escritor em Cachoeiro de Itapemirim



3 comentários:
Se o vinho for doce...e puder levar o namorado para por em prática o aprendizado....Hummmmm....Vai ser uma delícia!!!!!!!
eu adoraria aprende-la...
Torço para que você atinja todas as vertentes linguísticas: psicolinguística, sociolinguísta, etnolinguísta e quantas mais houver inventando sempre novas linguagens. Como diria Foucault a respeito da relação entre as palavras e as coisas:
"Aqui há linguagem". E como há.
Um grande abraço.
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