sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Contorno Norte é tema de debate na UEM

O Observatório das Metrópoles realiza o II Seminário Segregação e Crescimento Urbano na Região Metropolitana de Maringá, com a participação do Mestrado em Políticas Públicas e de Ciências Sociais. A discussão ocorre nos próximos dias 17 e 18 (quinta e sexta-feira), no anfiteatro do bloco C-67, no câmpus sede da UEM.
O debate apresenta informações sobre o Contorno Norte. Mais de 350 das cerca de 6 mil famílias moradoras do entorno da obra foram entrevistadas e falaram sobre os impactos desse projeto em suas vidas.
Conforme verificado, quase 90% dos entrevistados possui renda familiar de até 5 salários-mínimos e mais de 65% dos moradores consideram a obra regular, ruim ou péssima para seu dia-a-dia. Com o Contorno Norte, aumentou o percentual de pessoas que fazem uso de carro como meio de transporte e diminuiu o uso de moto, bicicleta, transporte coletivo e até o andar a pé. O Observatório infere que a obra dificultou a mobilidade do moradores de um lado para o outro do Contorno.
A abertura do evento, que está marcada para 19h30, da quinta-feira, dia 17, terá a participação do arquiteto e urbanista Alexandre Pedrozo, que faz parte de uma cooperativa de Curitiba, a Ambiens. Ao lado dele estará a coordenadora do Observatório das Metrópoles da UEM, professora Ana Lucia Rodrigues.
Na sexta (18), às 8h30, será debatido o temaConcepções Norteadoras do Projeto Contorno Norte e as Conseqüências de sua Implantação para o Tecido Urbano Maringaense. Às 10h30, a discussão aborda “Terra Morta”: Representação Social dos Moradores em frente aos Paredões do Contorno Norte. E, às 14 horas, o foco dos debates é (Des) Coesão Social e suas Relações com o Processo de Segregação: Bases para a Constituição de uma Nova Sociabilidade e Possibilidades de Reversão. Inscrições pelo site: www.cch.uem.br/observatorio.
Outras informações pelo telefone (44) 3011-4287.

1 comentários:

Virgílio,  11 de novembro de 2011 17:32  

O contorno norte serviu até agora, além do superfaturamento da construtora e da parceria barros/ verri para infernizar a vida dos moradores de vários bairros, como o Taís e bairros vizinhos. Quem mora nestas regiões vê-se prejudicado no direito de ir e vir, entre casa e trabalho, estudo ou lazer.
Vamos esperar que pelo menos o contorno norte tenha melhor utilidade do que o contorno sul. Caso contrário, não terá valido a pena. E levou o nosso dinheiro.

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