segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Eu e Pedro

Pedro veio ao mundo há uns três meses atrás e lá no interior de São Paulo, o que com certeza fará com que ele tenha aquele indefectível sotaque de carregar nos erres: “porrrta, carrrne, amorrr.” Em função disso, só ontem fomos apresentados pessoalmente, e foi amor ao primeiro contato, e o que é melhor, recíproco. O difícil vai ser explicar quando sairmos juntos, aqueles lindos olhos azuis (da família do pai), tipo Paul Newman.
Pedro já luta por seus direitos básicos, quando sente fome ou quando quer ter as fraldas trocadas , ele berra, abre a boca literalmente, faz barraco. Pedro, tal qual o seu xará bíblico, irá negar no decorrer de sua vida, Jesus e por mais de três vezes, como todo mundo, pela sobrevivência. Fecho essa rasgação de seda, essa jogação de confetes com um trecho de uma música do imortal Raul Seixas “Pedro, onde você vai, eu também vou”.

Antonio Santiago

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